A ponte

 

A PONTE DA PARAHYBA DO SUL

Sua construção iniciou-se em 1836. Os construtores tiraram toda a pedra necessária da margem direita do rio e no mesmo local levantaram vastíssimo barracão destinado à guarda das ferramentas e morada dos trabalhadores escravos dos empreiteiros.

Esse barracão, terminada a obra, foi dividido em pequenas casas que serviram a residência dos operários. E o local passou a ser conhecido como rua de baixo, no atual bairro da Grama.

Em 1850 ainda não estavam concluídos os pegões, importando já então a despesa em 176:168$758.

Na construção da grande ponte de início servira como diretor científico o engenheiro alemão Júlio Frederico Koeler, nomeado por ato de 1º de setembro de 1843.

Há uma particularidade deveras interessante na construção da nossa ponte: todas as peças foram fundidas nas oficinas metalúrgicas da Ponta da Areia, em Niterói, de propriedade do Barão de Mauá sob a direção do engenheiro inglês Thomas Butler Dogson, o inventor do sistema de construção, que recebeu seu nome.

Essas peças foram transportadas a Paraíba em lombo de burro, ocupando a condução de tão grande quantidade de ferro centenas de tropas de mulas e dez carros próprios. As peças foram fundidas de modo a que seu transporte pudesse ser feito em cargueiros, motivo porque nenhuma excede a três metros de comprimento, nem tem peso além do que um animal pode suportar.

No dia 13 de dezembro de 1857 o barão do Piabanha entregou-a ao trânsito público, tendo custado à província mais 401:051$745, perfazendo o total de 577:220$503, como consta no relatório apresentado a 1º de agosto de 1858 pelo barão de Mauá.

A ponte da Parahyba do Sul foi a primeira ponte a cobrar pedágio no Brasil, cujas taxas eram: cavaleiro $100; gado vacum (por cabeça) $060; animais muares com carga ou sem ela $080; animal cerdum, ovelhum ou cabrum $040; carros de eixo fixo, carregado ou descarregado, não excedente de duas parelhas 1$000; carro de eixo móvel, carregado ou descarregado, não excedente a três parelhas 1$500; por parelha de animais em carro acima designado, mais $160.

A ponte da Parahyba constitui hoje monumento histórico nacional, sendo obra prima da engenharia, única, portanto merece ser carinhosamente preservado.

FONTE: CAPITULOS DE HISTÓRIA DE PARAÍBA DO SUL

Pedro Gomes da Silva com notas e estudo de Arnaud Pierre

 

 

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