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O Parque Histórico da Pampulha

O PARQUE HISTÓRICO DA PAMPULHA


Em carta denúncia endereçada a diversas autoridades, o pesquisador do IHGPS, Sr. Pedro Viana Borne relata o descaso com que são tratados o patrimôniohistórico em nosso estado, como é o caso da Guarda da Pampulha, localizada em Paraíba do Sul, cujas ruínas são únicas e de grande valor histórico e relevância nacional.

De posse dessa carta-denúncia, o presidente do IHGPS, Sr. Sylvio Campos,  enviou ofício ao Prefeito de Paraíba do Sul, Sr. Gil Leal e cópia ao vereador Júlio Canelinha, para que fosse encaminhado ao IPHAN e ao INEPAC a proposta de ali se criar o Parque Histórico da Pampulha. Nesse ofício, o IHGPS destaca que “A Guarda da Pampulha é monumento  -  a etimologia do termo indica ser ícone cultural a ser memorizado  -  sem-par no Brasil. Nada mais há igual.

Consta ela de três edifícios, em ruínas, mas perfeitamente conserváveis se para protegê-las projetarmos um Parque, com museu que exiba o material arqueológico acaso ali encontrado, estacionamento, lanchonete e sanitário para servir ao turista.

Nesse particular, a Prefeitura de São Paulo ensina a todo o Brasil como valorizar o material arqueológico do dia-a-dia encontrado em simples casas residenciais da periferia de São Paulo, nos séculos XVII e XVIII, então, plena zona rural.

Atraem esses museus multidão de visitantes, sobretudo aos domingos.”

Em sua carta denúncia, o Sr. Pedro Viana Borne nos dá detalhes sobre essa obra, esclarecendo sobre o engano ao se descrever as ruínas como sendo de uma fazenda de café, onde haviam áreas próprias ao cultivo de variadas roças, criação de gado entre outras benfeitorias. 

“Na Pampulha, ao contrário, o conjunto arquitetônico é cercado de morros, havendo apenas uma várzea descampada defronte à edificação.

Certamente hospedaram-se ali ilustres personalidades da época, como os Capitães Gerais de Minas, Intendentes do Distrito do ouro e diamantino, militares de alta patente e o maior herói civil de nossa história, “O Tiradentes”. O Conjunto da Pampulha certamente foi edificado pela coroa portguesa na gestão Gomes Freire de Andrade, o Visconde de Bobadela, para manter a presença do estado na área. Situada à meia distância entre o Rio e a Minas do ouro, o complexo da Pampulha oferecia a mais completa condição de conforto, além de funcionar como “Delegacia e Posto de Fiscalização”.

Próximo à margem do rio Fagundes, sua localização era estratégica para coibir o contrabando do ouro pelos antigos sertões de leste da Vila da Paraíba, que através do Vale do Rio Calçado e São José da Serra, atual São José do Vale do Rio Preto, chegava a Magé, no recôncavo da baia de Guanabara.”

Como se pode concluir, mais uma vez a indolência dos que deveriam ser responsáveis pela preservação de nossa história e conservação de nosso patrimônio, engavetam propostas como essa, cuja intenção é tão somente valorizar nossa cidade, nosso povo. Uma história rica que deveria ser mais valorizada, melhor divulgada.

Esse é o propósito do IHGPS, “botar a boca no trombone”, se necessário.
 

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